Penso, logo existo...e visto


L'Imperfection

 “Todo parecer é imperfeito: oculta o ser; é a partir dele que se constroem um querer – ser; o que já é um desvio do sentido. Somente o parecer, enquanto o que pode ser- a possibilidade -, é , vivível.” Algirdas Julien Greimas

 

 A fratura, o momento da vida passa despercebida, às vezes torna-se rotina, o belo, torna-se comum, a questão é “ver” o fragmento dos instantes que passam pelos nossos olhares com contemplação.

 Observem neste texto aparentemente simples de Tanizaki Junichiro, Elogio da Sombra:

                                            

 [...No instante em que entrei nessa sala, uma empregada de idade madura, com as sobrancelhas raspadas, dentes enegrecidos, estava joelhada a colocar o castiçal em frente de um grande biombo; atrás desse biombo que delimitava em espaço luminoso de cerca de duas esteiras, caía, como que suspensa do teto, uma profunda obscuridade, densa de cor uniforme, na qual a claridade indecisa da vela, incapaz de penetrar a sua espessura, ressaltava como numa parede preta. Alguma vez, vocês que me lêem, viram “a cor das trevas à luz de uma chama”? São feitas de uma matéria diferente das trevas da noite numa estrada, e se posso arriscar uma comparação, parecem feitas de corpúsculos como que de uma cinza tênue, onde cada parcela resplandecesse com todas as cores do arco íris. Pareceu-me que iam introduzir-se em meus olhos e, sem querer, bati as pálpebras.]

 

 Sente-se a intensidade do momento único que J.Tanizaki descreve, no próprio instante que ele entra na sala que a vela é acesa pela empregada e que se produz a fratura, revelando o objeto estético em todo o seu esplendor.

 

  

"Grito" de E. Munch   (expressa o desespero)                               Engarrafamento                                                                      A solidão....

 

 Outros exemplos: Fotografias da Guerra, Uma catadora de papéis amamentando o filho em meio ao lixo, o louco que acaba no hospício por falta de Amor.

 E o olhar na feiúra, ou etimologicamente significa “dor”- já não corresponde ao belo, e é “a beleza da feiúra”, e não a fealdade, o que é admitido como valor estético. O feio pode tornar-se o belo, a diferença está na linguagem, na palavra.  Observem mais os detalhes dos seus momentos, a rotina pode ser “quebrada” com pequenos presentes em forma de sensações e fragmentos sinestésicos, apreciem.

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

CASTILHO, Kathia e, MARTINS M.Marcelo. Discursos da moda, semiótica, design e corpo. Coleção Moda e Comunicação.Ed. Anhembi Morumbi.SP-2005.

 

GREIMAS, Algirdas Julien. Da Imperfeição. Tradução, Ana Claudia de
Oliveira. PUC-SP-2002.

 

MUNARI, Bruno. Das coisas nascem coisas.Ed. Martins Fontes.São Paulo -2002.

 

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Escrito por Erika Lee às 17h45
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Beluska no Batel

Beluska abre loja temporária no período de festas

 

Para atender a grande demanda de clientes e pedidos do período de festas de final de ano, a Beluska abrirá em dezembro as portas de sua loja temporária, que ficará em funcionamento até o dia 24/12 no Batel. A ideia das lojas temporárias surgiu em 2004, quando a designer Rei Kawakubo abriu uma unidade da Comme des Garçons em Berlim. A moda pegou, prova disso foi a abertura da temporária Louis Vuitton em Tókio neste inverno e da Hermés em Nova York. “O conceito permite tanto testar demandas de novos mercados quando aproveitar movimentos de altas temporadas”, explica a estilista Bel Raad, da Beluska.

  Coleção Verão 2009

Aberta todos os dias das 10h às 20h, a loja oferecerá produtos próprios (como a coleção verão 2010 intitulada Safári Urbano - foto), peças das marcas Forum, Mara Mac, Maria Garcia, GO, Cia Marítima e Havaianas e acessórios Beluska e Wishes.

Junto com a unidade temporária, a Beluska inicia a pontuação do seu Cartão Fidelidade, com o controle de pontos para futura geração de bônus. A cada mil pontos, o cliente ganhará um par de Havaianas, promoção válida também a partir de dezembro.

A matriz da Beluska, instalada no Juvevê, permanece com funcionamento das 9h às 19h e segue com a comercialização de multimarcas para o varejo (ação que integra o novo plano de negócios da marca, implementado em setembro) e venda de coleção própria no local. Loja temporária Beluska: Rua Carneiro Lobo, 340, esquina com Silva Jardim. Estacionamento no local. Informações: (41) 3042-1801 – www.beluska.com.br

 

Foto: Fabiana Guedes

 

 

Serviço – abertura loja temporária Beluska

Data: 01/12 – terça-feira

Funcionamento: das 10h às 20h

Local: rua Carneiro Lobo, 340

Informações: (41) 3042-1801

 

Informações para a imprensaBásica Assessoria de Imprensa

Assessoria de imprensa Beluska

Jornalista responsável: Daniela Licht – MTB 3791/15/15v

Fone: (41) 3019-9092 / e-mail: daniela@basicacomunicacoes.com.br

 

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Escrito por Erika Lee às 15h57
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Fotografia de moda

Um pouco antes do final do século passado, a fotografia entrava na sua fase industrial e a prodigiosa rapidez de sua evolução técnica havia simplificado o máximo de sua prática. A fotografia que pairava entre a arte de focar e a comercialização, surgiu a frutífera fotografia de moda.

Fotos tiradas em gelatina de prata.

 

Irving Penn, Debutante, 1950.                                              Horst P. Horst, Corsé Mainbocher, Paris, 1939.

Cada moda nova aniquila a anterior e apenas a fotografia confere o caráter efêmero da moda algo assim como uma licença de durabilidade.

 

 

Na fotografia de moda pede atitude, elegância, irreverência e sensualidade. Pois a moda é a antítese da natureza e, como afirmava o sociólogo René König, o nudista na praia se acha tão sujeito à moda quanto as damas que nas noites veraneavam à margem do mar enfeitadas com suntuosas roupas e sombrinhas volumosas como rodas de carros.

 

                                  Avedon, 1931.

Vogue - Richard Avedon começou trabalhando para a Harper’s Bazaar antes de chamar Vogue. Contribuiu em renovar o gênero do retrato fotográfico. Seus retratos, pareciam radiografias que assimilavam a imperceptível habilidade em transformar o retrato das modelos acertando as qualidades e particularidades individuais.

                        Robert Lebeck, Jayne Mansfield, Berlin, 1961.

 

REFERÊNCIAS

 

INGO, Walther. Fotografia e moda. Arte do século XX. Taschen, 2009.

 

Imagens: Net

 

  

 

 

              

 

 

 

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Escrito por Erika Lee às 15h55
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Mata Hari

 O estilista mineiro Ronaldo Silvestre foi convidado para desfilar sua coleção na casa de criadores em São Paulo neste final de ano.

 Para quem não o conhece, Ronaldo desfilou nas mais importantes semanas de moda brasileira, como o Parana Business Collection, o Dragão Fashion em Fortaleza, e agora no mais respeitado lançador de talentos do Brasil, a Casa de Criadores.

 Segue seu conceito, as cartelas de cores e materiais. Técnica e maestria inspiradas nas musas que marcaram época, Ronaldo prova mais uma vez sua arte em construção entre o corpo e a moda feminina.

 

1876 - Mata Hari

 

1876 marcam o início de uma grande história que instiga e fascina o mundo moderno. No fio de uma vida cheia de mistérios e segredos vasculhamos o baú dos desejos e descobrimos Margaretha Zelle. Uma jovem de origem holandesa que anos depois se tornou a musa inspiradora do cinema e uma das mulheres mais polêmicas do século XX.

Entre as muitas referências descobrimos o perfume 1876, cujo nome evoca o ano de nascimento da legendária Mata Hari. No nuances de aromas e combinações de 12 essências nasce à Coleção Inverno 2010, que na alquimia dos aromas retrata a vida de Mata Hari como uma receita de perfume:

Dentre todas as flores, a rosa é a mais perfeita para simbolizar Margaretha Zelle. E é justamente em torno da rosa que se desenvolve 1876. Cada etapa de evolução do perfume parece lembrar um período da vida de Margaretha.

A abertura conjuga força e singeleza com a bergamota, a mandarina e uma tímida nota de lichi sugerindo o frescor da juventude daquela que procurou no casamento segurança e estabilidade.

Ao viço inicial, uni-se um certo romantismo, com a entrada em cena da rosa. Porém, a luminosidade juvenil dura pouco, e a uma nota de cominho e canela se junta a rosa, insinuando o exotismo da vida em Java. As cores e temperos da ilha estão aqui representados.

O caráter exaltado da associação entre rosas e especiarias é logo apaziguado pelo requinte da violeta e do cravo. Exotismo e elegância que transformam Margaretha em Mata-Hari.

A violeta faz-se cada vez mais presente, enquanto o cominho perde o poder. A fase final é uma bela simbiose entre rosas e violetas em um fundo de vetiver e sândalo. As especiarias ainda estão presentes, mas distantes, ao fundo.

O grande final é uma etapa espetacular, onde a extravagância do cominho e da canela é finalmente vencida pela sofisticação da violeta. Uma harmonia que poderia ser traduzida pelo cenário Art-Nouveau do antigo Elysées Palace Hotel, que serviu de última residência a Margaretha Zelle.
A linguagem olfativa da rosa é definida pela dualidade entre força e delicadeza. Uma elegância contida, que nunca se revela completamente, como Margaretha Zelle... E como Mata-Hari.

 

Croquis...

 

  

Ficha técnica:  

Cores: Marrom canela, turquesa, preto, vermelho, amarelo, roxo e tons de folhas com mel.

Formas: Fluidas x armaduras, a leveza da dança contrapondo aos uniformes militares.

Detalhes: Flores e colares de materiais reciclados (PET, papelão, garrafas de amaciantes, folhas de revistas de moda “VOGUE”).

Bordados e Bolsas: Desenvolvidos no Projeto Social “TECENDO ITABIRA” executado por 40 mulheres dentro da comunidade carente de áreas de risco na cidade de Itabira / MG.

Imagens: Ronaldo Silvestre

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Escrito por Erika Lee às 14h26
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Que é Mottainai?

 

Mottainai é um conceito originalmente budista, que se aplica à existência do universo físico. Tudo tem sua lógica de existência, e por isso, deve ser reusado, reciclado e reduzido, no sentido de concentrado.

Os japoneses dizem “mottainai”, ao desperdício. Na verdade, é mais do que isso: trata-se de uma atitude de respeito aos objetos materiais e imateriais - uma atitude que sustenta os novos parâmetros da ecologia.

3R+R = Mottainai

Redução, Reuso, Reciclagem, tudo isso com muito Respeito.

   

 

 É este assunto que abordamos na Oficina-Palestra Mottainai Design – Desconstrução e Reconstrução. Aberta a estudantes de design, moda, arquitetura e fotografia, o evento tem como proposta a desconstrução de objetos, para ressignificá-las em outro contexto. A discussão do processo é parte integrante deste curso.

Conceito, desdobramento das "Moradias transitórias", um ruído no dia-a-dia, nas ruas, no invisível que torna parte de um fragmento, de um despertar.

                                                                                                 

Maiores detalhes entre no www.jumnakao.com.br

Imagens: Jum Nakao

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Escrito por Erika Lee às 15h09
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PASSARELA DA MIXED APRESENTA CONTRASTES DO DIA E DA NOITE, COM PARTICIPAÇÃO DE LUANA PIOVANI NO DESFILE

Em Curitiba, marca lança oficialmente a nova coleção durante o XXI Crystal Fashion

 

            A marca Mixed, de proprietária de Riccy Souza Aranha, foi a segunda a apresentar sua coleção Primavera-Verão 2009/2010 nas passarelas do XXI Crystal Fashion, na segunda-feira (19/10). Com a participação da atriz Luana Piovani, o desfile foi marcado pela tranquilidade e por cores claras e quentes como o branco, o verde água e o laranja – sem perder a sofisticação. O desfile foi dividido em duas partes, destinadas a exibir a moda casual e glamourosa da Mixed, batizada de Al Mare.

  

 Atriz Luana Piovanni

 Em clima de calor, mar e com inspiração na beleza do próprio cotidiano feminino, o destaque da parte inicial da apresentação foi o desfile de peças confeccionadas em seda, com estampas miniflorais, tons de amarelo, laranja, pink e esmeralda. Já o segundo momento - dedicado às peças próprias para a noite – foi acompanhado por uma trilha sonora compatível à proposta – mais agitada e alegre. A música, cujos compassos se tornavam agitados conforme as modelos entravam na passarela, foi um elemento de destaque da apresentação. Um ponto comum a todas as peças foram os calçados dourados em modelos rasteiros ou de salto alto, que comprovaram a combinação acertada da tonalidade mesmo nos looks mais casuais.

  

  “Tenho grandes expectativas em relação ao público curitibano. Espero que apreciem o que preparamos, já que escolhemos o Crystal Fashion como palco para a apresentação oficial da nova coleção”, comentou Riccy Souza Aranha, homenageada momentos antes do desfile por sua influência no cenário da moda e seu engajamento em questões sociais.

Fonte: MCOMM Comunicação Dirigida

Imagens: Ricardo Pacak

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Escrito por Erika Lee às 14h26
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SAAD

THAILA AYALA DESFILA PARA SAAD NO PRIMEIRO DIA DO CRYSTAL FASHION

Marca apresenta Coleção Verão intitulada Summer Dream

 

            A SAAD, responsável pela abertura oficial das passarelas do XXI Crystal Fashion, apresentou ao público sua coleção Primavera-Verão 2009/2010, na noite de segunda-feira (19/10). Com charme, estilo e a participação da atriz Thaila Ayala – que recentemente encerrou sua participação na novela Caminho das Índias como a personagem Shivani - os modelos desfilados trouxeram inspirações no imaginário, criações e desejos da própria SAAD. Com a idealização de uma imagem que associa a concepção criativa da marca com os trabalhos de artistas de três diferentes vertentes da arte (um ilustrador, uma artista plástica e um grafiteiro) que foram convidados a interagir com os produtos por meio de desenhos, surgiu uma personagem inovadora e diferente.

  

Atriz Thaila Ayala

Roberta Saad, sócia-proprietária e estilista da SAAD, externou durante o evento sua satisfação quanto à participação da marca no XXI Crystal Fashion. “Estamos todos felizes com a parceria firmada com o Shopping Crystal Plaza, assim como a atuação de todos os envolvidos e responsáveis pelo evento”. Do ponto de vista mercadológico e de prospecção de novos clientes, ela afirmou que a primeira participação da marca na semana de moda – no primeiro semestre do ano – conferiu à SAAD grande visibilidade no cenário paranaense. “Apesar do pouco tempo de existência, a loja possui grande público e clientes fidelizados. Atribuímos isso à oportunidade que tivemos de mostrar nosso trabalho no Crystal Fashion e temos grandes expectativas para a 21.ª edição”, analisa.

 

 

 

   

 

A passarela exibiu estampas, elementos lúdicos e cores marcantes. Intitulada Summer Dream, a coleção trouxe cores do entardecer e referências californianas. E, embora em tom praiano, a linha não deixou de ser urbana, feminina e elegante: corações, laços e laçarotes permearam as peças, que têm ainda como característica o conforto. A trilha sonora escolhida para a apresentação – agitada e com características de vanguarda – preparou a passarela para cores quentes, modelos bronzeadas, saltos altos e coloridos e cabelos que remetem à leveza da estação. No clima de verão da passarela até um cachorrinho participou, carregado na bolsa de uma das modelos, confeccionada para a linha pet da marca.

 

            “Esperamos com essa oportunidade conquistar mais ainda o público curitibano, que é formal e mantém um classicismo raro de encontrar. E que, justamente por essas características, se identifica muito com a SAAD”, colocou Roberta, que finalizou o desfile ao lado de Thaila Ayala sob os aplausos da plateia.

 

Imagens: Ricardo Pacak

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Escrito por Erika Lee às 13h51
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Estética II

O século XX tem um histórico rico de textos sobre o relevo da estética. Neste século a estética proporcionou muito mais que teoria filosófica do belo e do bom gosto.

 Podemos dividir a estética em quatro campos; vida, forma, conhecimento e ação.

 As duas primeiras constituem substancialmente um desenvolvimento da Crítica do Juízo de Kant e os dois últimos campos o desenvolvimento da Estética de Hegel.

 Em blog anterior vimos a coerência e simplicidade do desenvolvimento estético dos séc XVIII e séc XIX.

 

 A estética da vida adquire um valor político

 A estética da forma um valor mediático

 A estética cognitiva um valor céptico

 A estética pragmática um valor comunicativo

 

 A estética encontra ocultamente presente e ativa na biopolítica, na “mass-mediologia”, no anarquismo crítico e na teoria da comunicação. Excluindo deste esquema a área de estética que busca o nome, o sentir, o âmbito da sensibilidade, do afeto, da emoção.

 

   

Arte Egípcia                                                        Romana                                              Grega

 

 Entre a arte egípcia que propiciou grande relevo ao contorno, linha e a continuidade da superfície, os romanos valorizaram a luz dando autonomia das figuras, um efeito ótico criando impresso de profundidade. Os gregos relacionavam com o pré-clássico e pós-clássico, vontade artística táctil e ótica. Assim a arte ocidental permeia no inorgânico táctil e o ilusionismo óptico.

 

 

  

 

 O inorgânico táctil refere-se ao transcendental, no período Gótico conduz uma experiência da forma que dissolve a noção de forma entendida como uma configuração dotada de uma identidade precisa. Um estranhamento que os fundadores da estética da forma, Wolfflin, Riegl, Worringer sublinham no caráter da exterioridade. Sem simetrias como na arte clássica. A repetição infinita mostra e nos faz sentir inundados na imensidão. Eis o efeito óptico, experiência estética do Op Art.

 A estética cognitiva tem efeito afetivo, emocional, saem das raízes kantianas. Schleiermarcher faz reentrar esta estética do conhecimento, destacando o trabalho singular de Hegel a arte, da religião à filosofia, um momento do espírito absoluto e constitui assim uma das mais altas manifestações históricas da verdade. O desenvolvimento da psicologia, antropologia e da semiótica parecem retirar da filosofia a estética em particular largos campos do conhecimento.

Diferente de Hegel, Croce afirma energicamente a independência da arte relativamente à filosofia, a arte pode passar sem a filosofia, mas não reciprocamente, o que significa que o conceito não pode estar sem a expressão. Esta importância se manifesta no feio, se o belo se identifica com a expressão, não existe expressão que contenha um grau de beleza. Assim tanto o criador como o consumidor participam da mesma intuição lírica.

 

A estética como conhecimento crítico, é uma versão céptica do neo-hegelianismo, representada pelo filósofo alemão Theodor W. Adorno (1903-1969). Segundo Adorno, o pensamento de Hegel representou importante tentativa para compreensão do heterogêneo, o diferente, o negativo. Com comentários sarcásticos sobre a estética hedonística e vitalista, que colocam em primeiro plano o prazer e o gosto. No heterogêneo há aceitação no próprio interior com o seu contrário, como contínuo desmentido dos caracteres que a reflexão estética lhe atribui.

 

A ação estética como sedução, dedicaram os filósofos japonês Shuzo Kuki (1888-1941) e o francês Jean Baudrillard (1929). A obra de Kuki, Iki no kozo é muito estranha a hipoteca moralista de Tolstoi, que pesa na estética da ação do século XX.

 

  

 

Esta obra ambienta na cultura japonesa onde as cultas gueixas envolvem com linguagem sexual entre os homens e tem a opção de se entregar ou não sexualmente. O aspecto iki pressupõe uma dualidade. A relação de sedução aproxima os sexos, mas tal movimento não conduz a uma total abolição da diferença, uma completa paz, como acontece no amor. Se houver a recusa da gueixa ocorre uma tensão, a permanência da luta está implícita no erotismo. Uma condição desta ação estética entre a paz e a guerra onde não há vencedores nem perdedores. Um segundo iki, tem origem no budismo, a renúncia, a atitude de desprezo uma despreocupação ante a instabilidade e a inconsistência do mundo. Um olhar superior relativamente às paixões subjetivas. O iki caminha entre suavidade e aspereza, reúne relativa suavidade na coqueteria e a relativa aspereza da consciência crítica.

 

Referências

 

PERNIOLA, Mario. A estética do século XX. Estampa. Lisboa, 1998.

ROSENBERG, Harold. Objeto Ansioso. Cosac Naify. São Paulo, 2004.

 

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Escrito por Erika Lee às 15h13
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Kitsch

 

  O estilo kitsch é exagerar na dose, usar objetos falsos (réplicas), ter significados sentimentais nos objetos. O termo Kitsch tem origem alemã e denominava  a burguesia em ascenção na década de 20, uma crítica ao consumismo crescente.

“Uma tradução possível para kitsch seria ‘colocar mais móveis que o ambiente comporta’. Era um termo pejorativo utilizado para criticar a burguesia em ascensão, preocupada em consumir demais para se igualar às classes altas”, explica o antropólogo e arquiteto Lauro Cavalcanti, um dos autores de Arquitetura Kitsch Suburbana e Rural, livro que acaba de ser relançado pela editora Paz e Terra.

Não por acaso, uma das características do kitsch é a mistura exagerada de vários estilos. A deputada Isaura Lemos transmite uma imagem clássica e discreta. Mas confessa que, na decoração de casa, adora misturar objetos inusitados. “Tenho vasos da China, xadrez nordestino, estátuas de Lampião e Maria Bonita, cerâmicas... Minha cozinha tem relógio, porta-papel, temperos e pano-de-prato com estampa de vaquinha. Tudo isso dá uma ar irreverente à casa”, diverte-se Isaura.

    

Deputada Isaura Lemos      Imagens kitsch

Contemporâneo ou cafona? – Por sua origem, a palavra kitsch acabou fortemente associada ao cafona. Mas hoje é possível estabelecer algumas diferenças entre ambos. “Para ser um legítimo kitsch, é preciso ter um engajamento cultural, acompanhado de propósito”, explica a designer de moda Lorena Abdala. Em outras palavras, a pessoa kitsch expressa por meio da aparência uma ideologia de vida. Ela faz paródias – quase sempre debochadas – das imagens do cotidiano.

                  Pinguin de geladeira, anão de jardim...

“Na época em que fiz a pesquisa para meu livro Arquitetura Kitsch, criei duas categorias de kitsch”, explica Lauro Cavalcanti. “Tem o kitsch passivo, que representa a burguesia tentando entrar na moda e consumindo tudo que encontra pela frente, e o kitsch criativo, que constrói signos por meio de símbolos.” O arquiteto cita como referência em seu livro a Casa do Mágico, famosa no Rio de Janeiro. “A casa é extravagante, possui cores berrantes e fosforescentes. Ela chama a atenção porque tem aquela coisa do morador expressar sua visão de mundo”, conta.

  

Figurino anos 70 do filme "Cassino"  Marilyn Monroe por A. Warhol

Lorena Abdala lembra que na coleção outono/inverno 2006 das grandes marcas brasileiras, os estilistas tentaram criar – ainda que timidamente – uma produção mais kitsch, com estampas chamativas e mistura de acessórios atuais com retrô. Mas ela não acredita que esta tendência chegue ao Estado. “Os goianos não costumam se arriscar com o kitsch na hora de vestir”, prevê. Para a designer de moda, é preciso muita personalidade para adotá-lo. Além disso, ressalta, deve haver um desejo claro de transmitir uma mensagem. Por isso ela elege o cantor Falcão como o famoso mais kitsch do Brasil. “O Falcão é kitsch, não brega. Porque toda escolha que ele faz – ao se vestir, ao escrever letras de músicas – é intencional”, explica.

 Cantor "Falcão"

A artista plástica Patrícia Mesquita tem uma visão parecida. “O kitsch é uma releitura, enquanto o cafona é simplesmente estar fora de moda.” O estilo kitsch é sua marca registrada e está no jeito de vestir, na decoração de casa e até mesmo na arte que produz. “Sou muito contemporânea. Gosto de resgatar épocas e criar novas linguagens. Adoro tudo que é glamouroso, divertido e falsificado. Uso anéis de plástico, plataforma com glitter, colar roxo com amarelo...”, enumera. A artista é famosa por trabalhar com materiais como vinil, luz negra, plástico e pelúcia. “Já fiz trabalhos com esculturas enormes de pelúcia e quadros com esmalte sintético fosforescente”, lembra.

O Kitsch veio contra a Arte Pop de Andy Warhol, mas é um filho tardio. Ele está nascendo agora e não é como manifestação artística. Enquanto Warhol e a Arte Pop buscavam arte nas coisas cotidianas, o Kitsch é o contrário. É torná-lo único.

O Brega é Kitsch, porém nem todo Brega seja Kitsch...

O Brega geralmente relaciona à moda passada, exageros da década de 80, músicas sertanejas, etc.

REFERÊNCIAS


Cavalcanti, Lauro &  Guimaraens, Dinah. Arquitetura Kitsch. Editora: Paz e Terra. Rio de Janeiro. 2006.

Letry, Erika. http://www.achanoticias.com.br/noticia.kmf?noticia=5808071

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Escrito por Erika Lee às 11h20
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Expressionismo

Termo ligado ao teatro, às artes visuais no início do século, 1905. Para opor ao Impressionismo, o Expressionismo entrou para delinear a arte moderna. Na Alemanha que proliferou melhor numa atmosfera de drama e conflito. Período em que a arte expressa a perturbação íntima diante de um mundo em que reinam a incompreensão e a negligência.

 

"Intriga", James Ensor. Brilhantemente expresso as "caras" das pessoas produzindo suas "intrigas"

 

Principais artistas, James Ensor, Edward Munch, a precursora Paula Modersohn-Becker (1876-1907), misticismo de Emil Nolde (1867-1956).

       

"O grito"mais famoso de E.Munch                 "Amigos"de Nolde

O desespero de perder seus amigos com a falência (Munch).  O contraste da luz e sombra no calor do toque da amizade em Nolde.  

 

 

A indumentária deste contexto reflete nas muitas reminiscências históricas. As novas ricas queriam demonstrar seu desejo de revigorar a antiga classe aristocrática. As muitas premières nos teatros tornaram-se eventos freqüentes que estimularam a profusão de detalhes e formas marcantes do vestuário feminino.

Atualmente há tentativas de mostrar através do comportamento feminino uma mescla de cores, estampas que são explorados nas ruas da primavera 2009. Estilistas como Alexandre Herchcovitch, Graça Otoni e André Lima. Ares de frescor e rostos jovens atraentes quase inexpressivos...desdobramento da velocidade moderna?

 

  

 

Estampa e forma feminina, menina....

Estilo distinto de cada estilista, a linguagem do expressionismo conversa melhor como crítica na área da vaidade e aparência, tornando o interior perverso e cínico. O luxo e as aparências dão a sensação de poder mercadológico, alguém aí vai discordar?

 

REFERÊNCIAS

 

DEMPSEY, Amy. Estilos, escolas e movimentos. Cosac & Naify. São Paulo. 2008.

NERY, Marie Louise. A evolução da Indumentária. SENAC. Rio de Janeiro. 2003.

Imagens: Márcio Del Nero e Net.

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Escrito por Erika Lee às 14h58
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Simbolismo

  As emoções e o estado do mundo interior são os objetivos da arte simbolista. Os temas abrangentes são; os sonhos e visões, experiências místicas, o

oculto, o erótico e o perverso. Maior impacto psicológico interpretado por mulheres representadas como virginais, angelicais ou ameaçadoramente

sexuais e freqüente ligação com a morte, doença e pecado.

 

Odilon Redon, Ofélia, 1916                                      Odilon Redon, Orfeu, 1913

Este movimento nasce em 1886 com influências de escolas anteriores e mais precisamente das literaturas francesas nos últimos dez anos, como de Paul Verlaine (1844-1896), Stèphane Mallarmé (1841-1898) e Artur Rimbaud (1854-1891). Poesia sugestiva, musical, linguagem de símbolos bem distintos. Relação entre sons que sugerissem cores, cores que  sugerissem sons, e até mesmo idéias que fossem formuladas pelo som de cores. Arte expressiva do sentimento que coexistissem todos os sentidos de uma só vez.

 

 

"Malarme"by E.Manet, 1876                                     "A aparição" de Gustave Moreau, 1976

 

Este movimento rendeu aos sonhos e desejos de homens entregues às suas mulheres dominadoras e fortes. Na moda este conceito é venerada brilhantemente por John Galliano para Dior nas suas atuaisl criações .

 

Dior, Dior e Dior janeiro de 2009

 

Qual ser não se sente dominado por ela?

 

REFERÊNCIAS

 

LAVER, James. A roupa e a moda. Companhia das Letras. 2005.

WHALTER, Ingo. Arte do século XX. Taschen. 2005

 

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Escrito por Erika Lee às 15h23
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Arts and Crafts

   Movimento que teve início na Inglaterra da metade do século XIX prosseguiu até o século XX. Disseminando na Europa continental e nos Estados Unidos. Artistas, arquitetos, designers, escritores, artesãos e filantropos queriam reafirmar o valor do design e artesanato em todas as artes diante da industrialização que sacrificava a qualidade pela quantidade. Intenção de acabar com a hierarquização das artes e desenvolver uma arte para todos os bolsos.

 

 

           "Nada tenham em suas casas cuja utilidade desconheçam ou cuja beleza não acreditem." William Morris.

 

 

 William Morris (1834-1896)

 

 

William Morris (1834-1896), o arquiteto Augustus W.N.Pugin (1812-1852), crítico e escritor John Ruskin (1819-1900) procuraram buscar beleza moral e inspiração estética na arte da idade média com funcionalidade no design moderno.

 

 

 

 

Papéis de parede de C.F.A.Voycey, 1889.

 

 Simplicidade a utilidade e a contrução honesta de Gustav Stinckley, 1905.

 

  

Arquitetura e janela de M.H. Baillie Scott (1865-1945). Na janela já aparecem os primeiros sinais da Arte Nova.

 

 

REFERÊNCIAS

 

DEMPSEY, A. Escolas, estilos e movimentos. Cosac&Naify. São Paulo,2008.

 

WHALTER, I. Arte do século XX. Taschen, Madri, 2005.

 

 

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Escrito por Erika Lee às 13h46
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Eterno Retorno

 

A moda anda repetitiva com apenas alguns detalhes diferentes. O público em geral já está cansado de assistir os desfiles e lançamentos de coleções tão semelhantes.

 Você já passou por instantes que percebe que já passou por aquele momento antes? Um déjà vu?

 A repetição no eterno retorno define a univocidade do ser, seja na construção de uma obra de arte, performances, happenings, desfiles...

  

 Inspirado em....

 

De acordo com Gilles Deleuze em a “Diferença e repetição” ele resgata vários pensadores de épocas diferentes para fazer você refletir no seguinte:  Existe uma certa indiferença entre a relação da substância e os modos, para Espinosa os dois são independentes, um não depende do outro para existir. Esta condição preenche por uma subversão categórica mais generalizada, o ser está em constante mudança (devir), a identidade resulta como diferente e o ser único se constrói do múltiplo.

 O retorno para moda é classificado como um movimento helicoidal, porém, ele retorna com alguma diferença.

  Retornar a grandes nomes em filmes (Coco Chanel por Audrey Tautou)

 

 

A identidade da diferença, o idêntico que se diz do diferente. Identidade produzida pela diferença, esta sim é uma “repetição”. O pensar no eterno retorno consiste em partir do diferente. Opera praticamente numa seleção das diferenças de acordo com sua capacidade de produzir, retornar ou suportar a prova do eterno retorno. Este caráter seletivo aparece claramente na idéia de Nietzsche:

 

“O que retorna não é o todo, o mesmo ou a identidade prévia em geral. Não é nem mesmo o pequeno ou o grande como partes do todo ou como elementos do mesmo. Só as formas extremas retornam – aquelas que, pequenas ou grandes, se desenvolvem no limite e vão até o extremo da potência, transformando-se e passando umas nas outras.”

 

  

 Audrey Hepburn                           Versão Paris Hilton

 

 

A variação do EU possibilita um mundo teatral repleto de metamorfoses, fatores móveis que permitem o indivíduo usar e abusar dos extremos de todos os graus de potência na medida em que se realizam. É o ser-igual de tudo que é desigual e que com sabedoria conseguiu realizar sua desigualdade plenamente.

 Nietzsche chama de nobre a energia que tem a capacidade de se transformar. Uma palavra perigosa como a hybris (híbrido) é o verdadeiro problema de todo heraclitiano (vem do filósofo Heráclito) ou melhor quando a hierarquia é um problema dos espíritos livres.

 Retornar eternamente traduz em ser único, ser que realiza sua própria univocidade. Neste sentido de retorno como repetição de toda sua afirmação. Este círculo, espiral, produz a repetição a partir do diferente e seleciona a diferença a partir da repetição.

 Seja um indivíduo, uma obra, um produto, objeto ou coleção que é único pela produção e criação partindo deste ciclo.

 

REFERÊNCIAS

 

DELEUZE, Gilles. Diferença e Repetição. Graal. Rio de Janeiro, 2009.

Virtual Address: www.mundodosfilosofos.com.br/heraclito.htm

                         www.pensador.info/autor/F._Nietzshe

 

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Escrito por Erika Lee às 12h56
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SURPREENDER

 “Aquilo que não é ligeiramente disforme tem ar insensível; de onde se segue que a irregularidade, ou seja, o inesperado, a surpresa, o assombro, são uma parte essencial e a característica da beleza.” Charles Baudelaire

Para quem está na fase de criar o novo, uma supreendente coleção de moda, design de objetos de decoração, ou um grande evento, uma festa para marcar e ficar na mente das pessoas esta semana é para aprofundar no seu íntimo e nestes feitos que podem te influenciar...

 

Observe estas proposições artísticas

 

 

  

 

Como lutar contra a falta de símbolos generalizada, onde cultivar o “sentido de belo”, sentido partilhado entre os homens, como intuitivamente sabemos?

 

Psicoterapia: “Transformar o agir em fazer”;

Semiótica:     Ressemantizar a vida trocando “os signos por gestos”

 Assim, diagnósticos se transformam em prognósticos.

 

 

 

 Sonhe em algo que você se identifica, um mar com um céu de cores inversas, uma chuva de estrelas, voar sobre a cidade, ou um vasto campo colorido repleto de flores perfumadas...

 

      Salte para o desconhecido...

 

 O surreal, o real e a imaginação sem fronteiras, sem regras sem rótulos ou preconceitos transformam em objetos, obras de arte que trazem muita satisfação e conforto no olhar e atrair outros olhares.

 

  

 

  A vestimenta feminina protege o corpo e adquire um sentido apenas quando está a vestindo. Guardiã do corpo da mulher, a vestimenta, ao mesmo tempo obstáculo e desejo de transgredir, é possível preencher seu papel de instaurador do sentido, onde o imaginário pode se exercer livremente até desenvolver a concepção ocidental de amor.

 No plano espacial que se espera na temporalidade, nesta visão imperfeita ou mais-que-perfeita sendo jamais perfeita, é apenas uma forma distanciada do tato, a mais profunda das sensações, onde e desenvolve a paixão do “corpo” e da “alma”, uma conjunção do sujeito e do objeto, conduzindo à esthésis. (emoção estética)

 O design dos objetos seria o modo de dar densidade à vida, de entrecortá-la de eventos “estéticos” partindo do funcional.  Será que é possível calcular os comportamentos e atitudes, e sintagmatizar (informações seqüenciais) tais cadeias de eventos?

 

 Estes “gostos socializados” que conduzem à usura as categorias estéticas levam a um caminho de espera, de esperança, expectativa.

 A vida na suas sucessivas esperas, ou virtualidades tensivas (do discurso e da história do sujeito)

 Pense numa linguagem poética, por exemplo; à prosódia das gastas línguas naturais que se superpõe um segundo ritmo, feito de esperas de tempos fortes, seguido de outras esperas terminando em esperas de esperas. Para passar do figurado ao próprio, nossas saudades, senão recordações de esperas abortadas.

 

 

 

 

 

São obras de alguém muito simples e concentrado em tudo o que faz. Artista premiado, livre de qualquer dogma...Você sabe quem é?

 

REFERÊNCIAS

 

GREIMAS, Algirdas Julien. Da Imperfeição. Hacker. São Paulo. 2002.

 TASSINARI, Albert. O espaço moderno. Cosac Naify. São Paulo. 2001.

 

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Escrito por Erika Lee às 14h50
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Ares de Contemplação

Esta semana vamos parar para contemplar e aprender a “ler” obras de Arte (Quadros):

Sugestão de alguns nomes da modernidade, impressionistas (Monet, Manet). Picasso és um funcionalista, aqui ele apresenta obra figurativa antes de sua fase cubista.

 Apreciar a calma e movimentos (pincel) de Monet

 

1 - DADOS TÉCNICOS DA OBRA

 

         AUTOR          

 

         TÍTULO DA OBRA   

 

         DATA 

 

         LOCAL ONDE SE ENCONTRA      

 

         TÉCNICA E MATERIAL

 

         DIMENSÃO

 

2 – GÊNERO

 

 Retrato 

 

 Auto-Retrato 

 

 Nu – Mas. / Fem.

 

 Paisagem

 

Natureza-Morta  

 

                                             "Mãe e filho"de Picasso. 1905

 

 

3 – DESCRIÇÃO / CONTEÚDO DA OBRA / COMPOSIÇÃO

 

3.1 – SIGNOS ICÔNICOS (denotados) – Objetos individuais

 

3.2 – SUJEITO

 

        Figurativo (narra alguma coisa)                      

     

              Abstrato

 

              Religioso          

                           

              Mitológico

           

              Alegórico

 



Escrito por Erika Lee às 16h47
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