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SURPREENDER
“Aquilo que não é ligeiramente disforme tem ar insensível; de onde se segue que a irregularidade, ou seja, o inesperado, a surpresa, o assombro, são uma parte essencial e a característica da beleza.” Charles Baudelaire
Para quem está na fase de criar o novo, uma supreendente coleção de moda, design de objetos de decoração, ou um grande evento, uma festa para marcar e ficar na mente das pessoas esta semana é para aprofundar no seu íntimo e nestes feitos que podem te influenciar... Observe estas proposições artísticas
 Como lutar contra a falta de símbolos generalizada, onde cultivar o “sentido de belo”, sentido partilhado entre os homens, como intuitivamente sabemos? Psicoterapia: “Transformar o agir em fazer”; Semiótica: Ressemantizar a vida trocando “os signos por gestos” Assim, diagnósticos se transformam em prognósticos.

Sonhe em algo que você se identifica, um mar com um céu de cores inversas, uma chuva de estrelas, voar sobre a cidade, ou um vasto campo colorido repleto de flores perfumadas... Salte para o desconhecido... O surreal, o real e a imaginação sem fronteiras, sem regras sem rótulos ou preconceitos transformam em objetos, obras de arte que trazem muita satisfação e conforto no olhar e atrair outros olhares.  A vestimenta feminina protege o corpo e adquire um sentido apenas quando está a vestindo. Guardiã do corpo da mulher, a vestimenta, ao mesmo tempo obstáculo e desejo de transgredir, é possível preencher seu papel de instaurador do sentido, onde o imaginário pode se exercer livremente até desenvolver a concepção ocidental de amor. No plano espacial que se espera na temporalidade, nesta visão imperfeita ou mais-que-perfeita sendo jamais perfeita, é apenas uma forma distanciada do tato, a mais profunda das sensações, onde e desenvolve a paixão do “corpo” e da “alma”, uma conjunção do sujeito e do objeto, conduzindo à esthésis. (emoção estética) O design dos objetos seria o modo de dar densidade à vida, de entrecortá-la de eventos “estéticos” partindo do funcional. Será que é possível calcular os comportamentos e atitudes, e sintagmatizar (informações seqüenciais) tais cadeias de eventos? Estes “gostos socializados” que conduzem à usura as categorias estéticas levam a um caminho de espera, de esperança, expectativa. A vida na suas sucessivas esperas, ou virtualidades tensivas (do discurso e da história do sujeito) Pense numa linguagem poética, por exemplo; à prosódia das gastas línguas naturais que se superpõe um segundo ritmo, feito de esperas de tempos fortes, seguido de outras esperas terminando em esperas de esperas. Para passar do figurado ao próprio, nossas saudades, senão recordações de esperas abortadas.
 São obras de alguém muito simples e concentrado em tudo o que faz. Artista premiado, livre de qualquer dogma...Você sabe quem é? REFERÊNCIAS GREIMAS, Algirdas Julien. Da Imperfeição. Hacker. São Paulo. 2002. TASSINARI, Albert. O espaço moderno. Cosac Naify. São Paulo. 2001. Imagens: Net CURRÍCULO: http://lattes.cnpq.br/4275569694226269 PATROCÍNIO 
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Escrito por Erika Lee às 14h50
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Ares de Contemplação
Esta semana vamos parar para contemplar e aprender a “ler” obras de Arte (Quadros): Sugestão de alguns nomes da modernidade, impressionistas (Monet, Manet). Picasso és um funcionalista, aqui ele apresenta obra figurativa antes de sua fase cubista.
Apreciar a calma e movimentos (pincel) de Monet
1 - DADOS TÉCNICOS DA OBRA • AUTOR • TÍTULO DA OBRA • DATA • LOCAL ONDE SE ENCONTRA • TÉCNICA E MATERIAL • DIMENSÃO 2 – GÊNERO Retrato Auto-Retrato Nu – Mas. / Fem. Paisagem Natureza-Morta "Mãe e filho"de Picasso. 1905 3 – DESCRIÇÃO / CONTEÚDO DA OBRA / COMPOSIÇÃO 3.1 – SIGNOS ICÔNICOS (denotados) – Objetos individuais 3.2 – SUJEITO Figurativo (narra alguma coisa) Abstrato Religioso Mitológico Alegórico
Escrito por Erika Lee às 16h47
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"O grande Canal"- Manet 3.3 – TEMA ICONOGRÁFICO – indica eventual significado simbólico dos elementos da obra / O que CONOTA a obra? O que a obra nos diz além do que está claro? 3.4 – Qual o CENTRO principal da obra? Há outros centros? Quais? 3.5 – Quais os EIXOS da obra? (linhas horizontais, verticais e oblíquas ao redor das quais os elementos se distribuem) Centro de energia/interesse da obra Os artistas gregos alegavam que o centro de interesse em uma cena deveria ser colocado no ponto de interseção das linhas horizontais e verticais a 5/8 (cinco oitavos) de qualquer das margens. Assim, a cena se tornaria mais equilibrada, descartando a monotonia visual ao mesmo tempo que proporcionaria um equilíbrio visual. Os gregos focaram como principal centro de interesse o primeiro quadrante na leitura ocidental: a primeira intersecção das linhas de cima para baixo, da esquerda para a direita, porém abriram as possibilidades para o 2º, 3º e 4º quadrantes sendo que o primeiro ponto a ser visualizado por um observador sempre é a 1ª intersecção.  "Na Praia"- Manet - 1873 "Le dèjeuner sur L'herbe"- Manet - 1863 3.6 – PESOS VISUAIS / EQUILÍBRIO (dividindo a obra em 4 partes) - Zonas mais densas / mais pesadas (figuras/cores) - Zonas menos densas / menos pesadas (figuras/cores) - Relações esquerda/direita/acima/abaixo • 3.7 – LINGUAGEM VISUAL - Linhas e expressividade (reta / curva / fina / grossa / mista / fluida / nervosa / longa /curta / contínua / quebrada / tracejada. - Cor - Luz e sombra – Como aparecem? Com forte contraste? Claro-escuro esfumado 3.7.1 – Quanto à espessura das linhas • Linha fina: produz impressão de delicadeza, fragilidade, incerteza, dúvida, insegurança. • Linha grossa: impressão de força e energia. • Linha carregada: produz impressão de resolução e violência. 3.7.2 – Quanto ao Tamanho • Comprida: passa uma idéia de vivacidade, flexibilidade. • Linha curta: passa a idéia de firmeza e força. 3.7.3 – Expressividade das Linhas e Função Simbólica • Quanto a localização no espaço Linhas horizontais: quando estamos em uma praia ou no campo, vemos a linha do horizonte. Geralmente esta visão nos traz a sensação de REPOUSO, DESCANSO, PAZ, CALMA, MORTE, SERENIDADE, SONOLÊNCIA. Linhas verticais: Atrai o olhar para o alto, passa a idéia de TRANQUILIDADE, SOLIDEZ, SERENIDADE, ESTRUTURA, FIRMEZA, AUTORIDADE, CERTEZA, PODER, SEGURANÇA E ELEVA AS FIGURAS. Linhas diagonais: idéia de INSTABILIDADE, AÇÃO, MOVIMENTO E INSEGURANÇA.
Escrito por Erika Lee às 16h29
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3.7.4 – Quanto ao tipo de linha • Linhas curvas: as linhas curvas sugerem alegria, delicadeza, instabilidade, doçura, graciosidade, sensualidade. • Linhas retas: passam a idéia de decisão, certeza, segurança, tranqüilidade. • Linhas convergentes: podem ser curvas ou retas e forçam o olho do receptor a visualizar este ponto no primeiro momento da observação. • Linhas divergentes: cenas com predominância das linhas divergentes proporcionam a ambigüidade, fazem com que o receptor tenha de optar para onde olhar e distancia a atenção do centro de interesse. • 3.7.5 – Renascimento – esquema geométrico No renascimento, as características principais das pinturas foram a triangulação, simetria e perspectiva. O triângulo, formado por três linhas imaginárias servia de guia para introdução dos elementos da imagem. No topo do triângulo encontra-se sempre o centro de interesse, o elemento mais importante do conteúdo. Nos vértices são colocados os elementos complementares como base de sustentação para o elemento principal. Geralmente, nos quadros desta escola, ao prolongarmos as linhas das perspectivas, elas sempre convergem para o centro de interesse. • 3.7.6 – Cores que predominam (primárias, secundárias, quentes, frias, em contraste cromático, simbologia das cores. 3.8 – COMPOSIÇÃO • Equilíbrio das formas / eventual presença de estrutura simétrica, ritmo, movimento (linhas e cores). Quarto de Van Gogh A obra é assimétrica e o peso visual está do lado direito de quem observa, na cama. A composição revela que a preocupação de Van Gogh não era a reprodução fiel da realidade, mas o que sentia quando a observava. Tentou comunicar um senso de repouso / lugar bonito e agradável. A sensação de repouso e quietude foi ilusionária – hospital psiquiátrico. 3.9 – VALOR EXPRESSIVO • Valor / idéia e emoção expressa e representada. 3.9 – ESPAÇO - bidimensional - tridimensional: qual a técnica empregada pelo artista para representar o espaço – perspectiva, sobreposição de formas, diminuição do tamanho) - RELAÇÃO FIGURA-FUNDO - ESQUEMA GEOMÉTRICO - CONTINUIDADE DE FUNDO Bem com este esquema você pode deliciar-se das obras de arte!!! Contemplem!!! REFERÊNCIAS ARGAN, G.C. Arte Moderna. Companhia das Letras. São Paulo. 2002. Análise da obra de Picasso. UNICAMP. Esquema de aula para ensino médio. 2008. www.chinitarde.com/amigos/html Imagens: Net Currículo de Érika Lee: http://lattes.cnpq.br/4275569694226269 PATROCÍNIO 
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Escrito por Erika Lee às 16h14
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Febre de Consumo
by Erika Lee Jean Baudrillard foi um dos primeiros a prever a espinha dorsal da sociedade de consumo. Conceitualizando a moda e o processo de consumo na lógica social e não a manipulação de consciências para derrubar o dogmatismo marxista atribuindo uma nobreza teórica. Além do sujeito consumir pela necessidade ou pseudo-necessidades, o consumo repousa sobre uma lógica de distinção social.  Desfile de Glória Coelho em junho de 2009. No SPFW verão 2010. O consumo vem num valor de troca signo. Embute valores na hierarquia social, prestígio, assim a produção efervescente de produtos que enfatizam a diferença em seu meio. A ideologia hedonista corre atrás de novidades, corrida na motivação do prazer, que operam em ímpetos de uma competição estatuária. Nesta problemática não é a utilidade que motiva os consumidores, mas sim a posição, conformidade, o status social. É demais preciso confirmar esta lógica do objeto signo que impulsiona a renovação veloz mediante sua reestruturação sob a égide da moda. Desfile de Isabela Capeto. junho de 2009. SPFW verão 2010. O efêmero encontra uma concorrência simbólica das classes. O novo da moda é um signo distintivo, um luxo de herdeiros, ela coloca cada um em seu lugar. Uma desigualdade cultural e discriminação social. A moda ainda contribui na inércia social pela renovação contínua de seus carros e acessórios de luxo permitindo ausência de mobilidade social real e um decepcionado progresso social e cultural. Participa da mitologia moderna maquiando uma igualdade que não pode ser realizada. Cegueira à verdadeira função histórica do novo tipo de regulação social baseando na inconstância, na sedução e multi-escolhas. O que se busca nestes produtos, é menos legitimidade e uma diferença social do que uma satisfação individual cada vez mais indiferente aos julgamentos do outro. Maserati Spider Na crise os produtos de luxo não sofreram, são sempre procurados e valorizados, revelam a persistência do código de status pelo meio indireto de certos produtos. O interesse corporativo, a aspiração do bem-estar, a segurança e a proteção estatal não tem em toda parte o mesmo peso, não seguram em toda parte da mesma maneira a dinâmica da mudança. A forma moda orienta as sociedades contemporâneas na boa direção histórica, porém na prática, emperra certas nações no imobilismo dos interesses privados e das vantagens adquiridas desencadeando um atraso carregado na construção do futuro. O poder público deveria preparar o futuro considerando as aspirações do presente, aliás necessárias, a longo prazo, ao crescimento de nossas sociedades. Uma busca ao equilíbrio social entre as necessidades do futuro e as reivindicações do presente. REFERÊNCIAS BAUDRILLARD, J. Sistemas dos objetos. Editora Perspectiva. São Paulo. 2000. BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Edições 70. São Paulo. 2000. DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Editora Contraponto. São Paulo. 1997. Imagens: http://www.spfw.com.br/desfiles.php PATROCÍNIO  
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Escrito por Erika Lee às 16h07
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Antropologismos
by Erika Lee
“A todos os que pretendem ainda falar do homem, de seu reino ou de sua liberação, a todos os que formulam ainda questões sobre o que é o homem em sua essência, a todos os que pretendem partir dele para ter acesso à verdade, a todos os que, em contrapartida, reconduzem todo conhecimento às verdades do próprio homem, a todos os que não querem formalizar sem antropologizar, que não querem mitologizar sem desmistificar, que não querem pensar sem imediatamente pensar que é o homem quem pensa, a todas essas formas de reflexão canhestras e distorcidas, só se pode opor um riso filosófico – isto é, de certo modo, silencioso” (M. Foucault, 1966). "O Pensador", escultura de Rodin. Kant já formulou na “Lógica” sua trilogia crítica, “que eu posso saber?”, “que devo fazer?”, “que me é permitido esperar?”. Já se discutiu uma quarta sugestão, “à sua custa, baby”. Esse pensamento nos persegue desde o século XIX, um misto moderno entre o empírico e o transcendental. Descansa o dogmatismo e falamos na Antropologia. Toda ciência humana considera-se uma mudança constante, como chegar à uma filosofia atual? Nietzshe reencontrou o ponto onde o homem e Deus pertencem um ao outro, onde a morte do segundo é o desaparecimento do primeiro, e onde a promessa do super-homem significa, antes de tudo, a iminência da morte do homem. Você vai morrer!!!!! deus Apollo, filho de Zeus. Como enfrentar a Filosofia contemporânea? Num vazio claro e radiante? Vamos pensar...recomeçar a pensar, se a descoberta do retorno é, realmente o fim da filosofia, concluímos que o fim do homem é o retorno do início da filosofia. Hoje se pensa no vazio do homem desaparecido, um vazio não escava uma carência, não prescreve uma lacuna a ser preenchida, não é mais nem menos que o desdobrar de um espaço onde, enfim, é de novo possível pensar. Desde que o homem descobriu que não liberou-se de si mesmo, que não era o centro do universo, nem no núcleo do espaço, não é mais soberano no mundo, as “ciências humanas” são perigosos intermediários nesse espaço de conhecimento. Se interrogar de um ponto de vista radicalmente filosófico o fundamento de empiricidades, ontologias regionais, que tentam definir o que são, em seu próprio ser, a vida, o trabalho e a linguagem; enfim esta dimensão se define como num cálculo matemático e exato através da formalização do pensamento. Até fundamentar é preciso contestar a origem das coisas. Michel Foucault, discute várias áreas (desde pensamento, militarismo, política e a manipulação do homem) com maestria. Prestar atenção nos “psicologismos”, “sociologismos” e “antropologismos”, é fácil perder-se no espaço do saber entre intermediários. As ciências humanas correm sério perigo, sua precariedade, sua incerteza como ciência pode facilmente ser confundida na linguagem filosófica. Um estatuto metafísico ou a indestrutível transcendência do homem, a complexidade da configuração epistemológica onde se acham colocadas, sua relação constante com as dimensões que conferem em seu espaço. REFERÊNCIAS FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. Martins Fontes. São Paulo. 1995. IMAGENS: NET PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 15h29
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Desafio SENAI IV

Durante quatro dias, eles competiram no desenvolvimento, montagem e apresentação de um look, produzido a partir do tema ARQUITETURA NA MODA . O objetivo é estimular o desempenho e a agilidade e habilidade manual dos alunos no desenvolvimento de uma tarefa em pouco tempo. As peças produzidas serão apresentadas ao público e à comissão julgadora - composta por arquitetos, fotógrafos e estilistas convidados, em um desfile no dia 19, às 19 horas, no auditório Mário De Mari, no Cietep. Na ocasião, serão premiados o aluno de estilismo do Senai, a modelo da Zoom Models e o modelista da peça. No dia 16, a organização apresentou o conceito e o regulamento da competição aos alunos estilistas. No mesmo dia, os competidores apresentaram suas idéias, e foram avaliados por uma banca de professores do curso técnico. O tecido usado na produção é outro item definido pela organização fornecido pela Kalimo Têxtil. A banca selecionou os dez finalistas, que tiveram 16 horas para confeccionar o look. Os finalistas foram apresentados para as modelos da Zoom Agência de Modelos, e aos modelistas, previamente selecionados pela Organização. Já nos dias 18 e 19, das 8 horas às 17 horas, os finalistas confeccionaram a roupa, utilizando o tecido fornecido pela organização, no laboratório de costura do Senai Cietep. O evento conta também com o apoio do Sebrae/PR, Fábrica do Silk Estamparia, Senac e ARCruise Turismo, Sinditêxtil, Pix Photo, Ponnei e Silmar Alves. A final acontecerá no Auditório Mario de Mari no SENAI Cietep, Av. Comendador Franco, 1341. A Entrada é gratuita. Neste mesmo dia será realizada a comemoração dos 10 anos do Curso Técnico em Estilismo de Confecção Industrial. Fonte: Moda e Design PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 14h29
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Evento do VI período do curso de Design Tuiuti

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Escrito por Erika Lee às 19h53
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Moral, Moda e Roupa
by Erika Lee
“…no deserto de idéias em que hoje se vive nos países ricos, assediados pela miséria, estão ungindo a moda, numa espécie de filosofia, de crença dos poucos e eleitos, que precisam sentir que pairam acima da multidão. A moda ocidental está virando uma espécie de uniforme das tropas de elite que combatem a pobreza. Esse combate por enquanto está sob a égide das Nações Unidas. E ainda ninguém propôs a volta dos fornos crematórios, por exemplo, livres agora do ranço racista, abertos a qualquer indigente. Guarda-roupa imponente sempre houve para tais ocasiões Basta pensar nos autos de fé. Só que agora também não há mais o ranço religioso. A moda está livre. E é absolutamente moral” A. Callado, 1993. Constatamos no texto de Callado a existência da moda como moral. Roupas que imperam as diferenças de classes, ostentação, com um aval de organismos superiores, direcionando no pacto de vestir o poder. A moda como moral resulta numa posição de enclausuramento para o sujeito, limitando o sentido da indumentária. O sujeito nesse caso silencia pelo culto às aparências, na forma de distinção. Sustentar a imagem assumida. Veremos a seguir as questões relativas ao sujeito do desejo. "O Beijo" (1901-1904). Escultura de Rodin. O DESCENTRAMENTO DO DESEJO Desejo...para Freud, todo sonho é a realização de um desejo; o homem deseja acordado e sonhando. O desejo não acaba. Tem um ciclo, para Schopenhauer, desejar, saciar, entediar e desejar novamente. Uma constituição pulsional e não instintiva. Este desejo que fez decair o homem do paraíso, segundo a Bíblia. Assim o sujeito não sendo dono de suas ações, vamos descentralizá-lo. Para controlar o desejo, precisamos de algo que nos faça sentir seguros, no controle da própria vida, respostas justas, honrosas e definititvas. PROMESSA DE PRAZER E MORAL Entender a moral como busca incondicional de prazer, dirige as ações num sentido idealista. O prazer em questão é uma superposição entre o sujeito que considera um ideal, noção de prazer que vai além de satisfação imediata e passageira. Se a moral não restringe à coação, não deve ficar limitada a uma única instância psíquica, o supereu, nem ao sentimento de obrigação. A atribuição de moral implica de saída supondo que a moral é algo que se refere a adoção de determinados comportamentos. Do mesmo jeito que a moral envolve determinações típicas das diferentes formas da presença do eu humano, a constituição humana não se restringe a esse único nível. A função simbólica na linguagem humana quem permite situar o inconsciente num escape de certezas onde o homem reconhece como eu. Assim, ultrapassa a análise da moda e da roupa em sua dimensão moral e de imponência, respectivamente. Em conseqüência só resta acentuar o compromisso moral em eludi-lo, denunciá-lo e superá-lo. Inevitável aproximação de que o ódio quem conserva a moral.
Escrito por Erika Lee às 17h28
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Moral, Moda e Roupa
AS RESPOSTAS DA MORAL A criação dos padrões de conduta é cumprida e seguida segundo os ideais. O discurso do moralista permite estar na posição de quem tem as respostas junto à maioria. Mensagem de constante combate as vascilações e renunciando o ser desejante. A razão moralista espalha o mito da bondade como forma de introduzir ideais. Enquanto inclui limitações e desigualdades quanto a dever a cumprir, sua combatividade adquire legitimidade. Ele esclarece numa dupla implicação, a dívida e a exaltação. Impasses e limitações que trazem “conseqüências”. RETORNO DA SERPENTE Adão e Eva. A serpente que enganou Eva e depois enganou Adão. Houve desejo, em que um terceiro alimentou o proibido, caindo em consciência pelo erro em temer à Deus. Há sempre uma serpente acossando um desejo. Incluir o sujeito do desejo implica em ética e não em moral. Regular o desejo é dividir e autenticar a limitação. Havendo o desejo, considera-se a presença de não realizado, que fica insistindo em se realizar, o inconsciente. O humor manifesta perante esta incompletude do semelhante. Nem na religião e nem no marxismo e nem Freud conseguiram digerir a situação. A ideologia não é um lugar onde o sujeito se encontra, mas podemos entender que tanto a moral como a ideologia se entrelaçam, superpõem entre si. “A noção da disposição do bem é essencial, e se colocamos no primeiro plano vem à luz tudo o que significa a reivindicação do homem que conseguiu, num certo momento de sua história, dispor de si mesmo. Pois, é claro que essa função do bem engendra uma dialética. Quero dizer que o poder de privar os outros de seus bens, eis um laço fortíssimo de onde vai surgir o outro como tal. É um fato de experiência do qual é preciso que vocês se lembrem constantemente na análise o que se chama defender seus bens é apenas uma única e mesma coisa que proibir a si mesmo de gozar deles. A dimensão do bem levanta uma muralha poderosa na via de nosso desejo. É mesmo a primeira com a qual lidamos em cada instante e sempre” J. Lacan A ideologia fixa uma idéia única no pensamento, se apresenta como solução para tudo. E a moral ecoa a questão do desejo, enquanto resiste a ele. O primeiro é convicto e o segundo um chato. Por isso a formação da consciência e proibição partindo deles. Limitação para manter a ordem social. O tempo no marxismo torna em pensamento de produção econômica. Os objetos produzidos pelas indústrias devem ser consumidas, desejadas. Nasceu as grandes maisons, grifes e etiquetas. Na corrida da produção da moda, consideramos o estilo “Que é tanto o de sua expulsão do paraíso, quanto o de se aventurar pela primeira vez no espelho, vestido pela imagem do semelhante. Vestido por roupagem simbólica e vestido com imagem do semelhante. E é por ser vestido com imagem que sua roupa se constituirá como uma forma de se atualizar, no nível do imaginário, sua posição com o semelhante.” Mauro Mendes Dias, 1997.  Desfile de Dior, julho de 2008. Paris. AGRESSIVIDADE, O CHATO E O CONVICTO A agressividade traz uma relação de alienação à imagem do outro. A cada menção do eu, a sombra da presença do semelhante. Vaidade, narcisismo, aparências são banidos do projeto unitário. Porque na verdade a razão inabalável não suporta a presença de relação tensionante com o semelhante. Justamente esta presença do semelhante que implica a questão do desejo. Desta maneira a moral e a ideologia superpõem na razão unívoca com bases sólidas na crença do amanhã. Repare no discurso do moralista, ele quer o bem do sujeito, para ter prazer, bem cultivado, que se tece suas ações. Para bem gozar futuramente, exige-se sacrifícios hoje. É com a moral que as crenças se mantém. Embora Marx e Freud se recusam a aceitar um princípio unívoco. Deslocam em duas causas, histórico e inconsciente. Permite declinar a razão da unidade e alinhar a pesquisa numa racionalidade científica. TEMPOS E POSIÇÕES  Tempo é a exaltação do hoje para haver o amanhã. Pregação das condutas. Um combatente encarregado de recusar a moda e a psicanálise. Os dois acossam o desejo. A entrada do sujeito do desejo revelou-se através de uma análise das posições em curso sobre a moda e a roupa, desde onde ficam reservadas a compartilhar, tão somente, função de domínio e de prestígio. A moral é um fato inerente do sujeito do desejo, uma reflexão sobre o eu humano. Na medida em que a função simbólica permite abordar o inconsciente e ética do desejo para além dos limites de um discurso programado das ações, se ganha mais uma importância na moda e roupa. O que nos permite através da análise da moda e roupa em desnodular diferentes níveis de complexidade do valor afetivo da roupa, questão do corpo, da sexualidade, da morte. Semana que vem, aguardem... REFERÊNCIAS CALLADO, A. “Estilistas tecem moral e filosofia”. Caderno Ilustrada. Jornal Folha de S. Paulo. Pág. 4-6. Edição de 23 de outubro de 1993. São Paulo. DIAS, M. M. Moda Divina Decadência. Editora Hacker. São Paulo. 1997. LACAN, J. Aética da Psicanálise. Seminário VII. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Imagens: net PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 17h19
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VI Prêmio João Turin
by Erika Lee
JOÃO TURIN Em qualquer concurso de estilismo e design de moda precisamos compreender as seguintes diferenças: O traje de carnaval, o croqui conceitual e o croqui comercial. Um traje carnavalesco consiste em peça para simular um personagem (animais, objetos) sem o compromisso com equilíbrio, informação de maneira séria. Uma roupa fantasia pode ter exageros em brilhos, exposição do corpo e explosão de cores. Um tema a ser respeitado como exemplo; no carnaval da escola de samba como no Rio de Janeiro, já tem outra finalidade, deve ser seguido por sequência, ordem, cor e a pesquisa de cada escola. E na maioria das vezes o requisito de uma fantasia é trocar papéis, o pobre quer brilhar, e o rico quer sambar de chinelos.  Uma peça conceitual desenvolvido numa escola de design em moda constitui em traduzir sua pesquisa dentro do tema e conceito requisitado. Este pode ser mais elaborado, expressivo, porém sem sair da linha conceito e limitar a fronteira com o traje fantasia (exageros com materiais chamativos). Um dos finalistas do VI João Turin A roupa comercial permite através das inspirações do tema, pesquisa e o traje conceitual adaptar ao uso mais prático e funcional. Na sexta edição do Prêmio João Turin o tema lançado foi “Cataratas do Iguaçu”, um dos pontos turísticos do Paraná.  A avaliação para escolher os croquis corretamente: - Ausência de julgamento do gosto pessoal. - Imaginar o tema, quais imagens são mais populares. - Observar nos croquis a presença da releitura das imagens mais claras para a maioria das pessoas. - Avaliar os desenhos, materiais, texturas, cores e acabamento. - A criatividade bem resolvida já comunica em si a estética, aproveitamento da forma do corpo como suporte e a conquista do desafio em tirar do papel para a execução das roupas.  Traje Conceitual Traje Comercial  Gilmara Aparecida Liques, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, foi a grande vencedora do 6º Prêmio João Turin de Incentivo a Novos Designers. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira, dia 29 de maio, após o desfile dos 12 finalistas da premiação, que subiram à passarela do 3º Paraná Business Collection, para mostrar todo o vigor do futuro da moda em nosso estado. Gilmara se inspirou em todas as belezas que fazem das Cataratas do Iguaçu uma das atrações para turistas e amantes da natureza. A força das águas, o colorido da flora e o exotismo da fauna, dádivas preservadas para a humanidade. Parabéns para a Universidade de Ponta Grossa que levou o Primeiro lugar neste ano. E aguardemos a VII edição. IMAGENS: RICARDO PACAK E NET PATROCÍNIO 
FÉRIAS DE JULHO... 
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Escrito por Erika Lee às 16h03
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Silmar Alves e Fabio Bartz
SILMAR ALVES E FABIO BARTZ Estes 2 nomes da III Edição do PBC foram quem apresentaram os trabalhos mais ricos em design conceito e evolução. Sem sair do tema de pesquisa, puxaram os detalhes preenchendo não apenas o corpo, mas o imaginário do público despertando curiosidades e deslumbramento. Estes dois estilistas têm diferentes públicos, estilos e olhares. Notem que os dois conseguiram mostrar exercícios de construção nas peças conceituais e comerciais sem perder a riqueza da linguagem. Contam sobre a beleza de terras, crenças e seus problemas em palavras cujos olhos não desviam sequer um momento. Intenso como o fogo, ou como a força do mar, o sublime atinge no ponto certeiro dos mais sensíveis olhares despertando desejos e inquietações.
SILMAR ALVES

Esta atmosfera de sonho surgiu na passarela de várias formas. Estava nos tingimentos naturais (café, canela etc.), nos paetês de couro recortados artesanalmente, nas tramas de tear manual e nas penas de galinha carijó. Mas também chegou coberta por preocupações pessoais do estilista. “A coleção também é um alerta para o desaparecimento da Ilha do Mel, por conta da elevação do nível da água dos oceanos”, lembrou Silmar Alves. Também sensibilizado com o descaso em relação à cultura indígena em nosso país, Silmar se apoderou de certas imagens para construir seu manifesto. Declaração na qual desfilaram imagens como os shapes “sereia” da coleção, traduzida em muitos vestidos drapeados e corsets de toques étnicos.
 O luxo pode ser representado com materiais simples, o efeito fica por conta da criatividade e talento do artista. Dos vestidos curtos aos longos, as formas bem sensuais sempre salientam a feminilidade e marcam o busto. Os materiais escolhidos para o desenvolvimento foram tule de malharia retilínea, algodão tinto naturalmente, franjas de viscose, bordados em pedrarias, incrustações de materiais em metal e fitas de cetim trabalhadas em forma de folhas. Trabalhos em tiras de couro (reaproveitamento) como fuxicos nos corseletes. O que desembocou em um clima de puro mistério. O que foi evidenciado pela forte robusta e misteriosa cartela cromática da coleção. Ao lado das variações de bege, surgiram marrons, preto e dourados, mescla que também faz referência às belezas da Ilha do Mel.  Silmar Alves estudou Arquitetura, curso que largou para se fixar em São Paulo, onde permaneceu por 12 anos. De volta a Curitiba em 1994, abriu a Vestiaria, academia de corte, costura e estilismo, onde ensinava tudo o que aprendeu em vários cursos. Desenvolveu uma linha de alfaiataria de Icarius de Menezes (hoje o gerente da Maison Lancetti, em Milão) e começou a lecionar nos cursos de moda no Senai-Curitiba, do qual faz parte do corpo de professores até hoje. Desfilou suas criações em eventos como Fenit (São Paulo) e tomou parte projetos como Dove Body Silk. Participou de todas as edições do Curitiba Fashion Art e do Paraná Business Collection. Sua característica maior é sua fonte de inspiração, o nosso querido Estado do Paraná. Fabio Bartz  Fabio Bartz deixou a Europa de lado e embarcou em uma aventura andina na coleção “Churitin Pachamama”, sempre voltado a produzir uma roupa que transcenda o simples ato de vestir, Bartz viajou longe e nas alturas, voltando seu olhar para 4 mil metros acima do nível do mar. É lá que ele encontrou um país andino de tradições milenares, tão próximo mas ao mesmo tempo tão desconhecido pelos brasileiros. Da idéia inicial de uma Bolívia cinza e melancólica, Bartz descobriu a alegria de um povo e uma surpreendente explosão de cores e ritmos.  Da Diablada de Oruro, onde a figura de um diabo repleto de brilhos e matizes é o protagonista de uma grande festa, surgiu o bloco de abertura da coleção. Desconstruindo a indumentária das comemorações, os looks foram recriados através da mistura de tradições católicas e crenças indígenas. O hábito de carregar todas as coisas em um grande tecido amarrado foi utilizado em nós que sustentam a estrutura da indumentária. A Ilha do Sol, em meio às águas do Titicaca; a construção dos templos incas, revelada nas duras formas geométricas e sinuosos babados presentes nas roupas; a mina do Cerro Rico, origem de toda a riqueza de Potosí; a feminilidade das Cholas, refletida em florais e tranças múltiplas; e a vida urbana nas cidades de La Paz e Sucre completaram o conjunto de imagens do Verão de Bartz
 Toda esta atmosfera de festa foi traduzida por Bartz através de cartela de cores focada no vermelho, amarelo, preto e branco, e trabalhada a partir de formas sinuosas e geométricas. Detalhes como estampas incas, bordados florais, franjas, babados e transparências apareceram equacionados a variedades do algodão trabalhadas em diferentes acabamentos e texturas (envernizados, paletizados, transparências e acetinados). O mix perfeito para a clientela jovem e fashionista do estilista.  Fábio Bartz é uma das grandes promessas da novíssima geração de estilistas brasileiros. Começou sua carreira por acaso, ao participar, e ser classificado como stylist para o projeto Novos Talentos da Semana de Moda (Casa de Criadores, São Paulo), em 2003. Em seguida, apresentou sua coleção “Identidade Brasileira” na Fenit (2005), em São Paulo, e no Paraná Fashion (edição de verão 2006), em Maringá. Bartz também é integrante do projeto Novíssima Geração Brasil 2005, organizado pela Alcântara Machado de São Paulo. Graduado em Moda pelo Senai-PR, trabalhou como stylist, assistente de criação para Korr Sportswear, e diretor criativo da marca TP [Tatuado na Pele], do Grupo MS, em Curitiba. Atualmente, desenvolve as linhas assinadas, exclusivas e de produção limitada: Fábio Bartz/Bartzland, que são comercializadas no Brasil e Argentina. IMAGENS: RICARDO PACAK PATROCÍNIO   
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Escrito por Erika Lee às 15h11
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ALL PURPOSE Para a moda masculina, esta sugestão é imperdível, moda de rua com personalidade, criatividade e dinamicidade. O público masculino que está sempre centrado em seu trabalho, não perde o estilo despojado e único. O tema desta coleção “Igual e Diferente”. O questionamento proposto pela grife teve um foco principal: como resistir aos apelos provocativos, que insistem em seduzir com cores, materiais e silhuetas? Como é possível manter a integridade de propósitos sem parecer estático e apático? A resposta já foi encontrada há décadas, e apareceu na passarela através da imbatível dupla “jeans e camiseta”. Trata-se do uniforme que ganhou novas interpretações, surgidas da personalidade e do estilo de vida de cada um.  Andar frenético e veloz... Tons escuros e neutros apareceram no jeans da marca, peças nas quais a sobriedade foi quebrada por acabamentos vintage, amassados, desgastados e velhos (mas com aparência limpa, ao mesmo tempo). Azuis foscos e pálidos, cansados e amarelados com o tempo, puros com luzes brancas (resultados do uso das melhores matérias primas, acompanhando os lançamentos do mercado mundial), foram mostrados juntamente com processos de lavanderia e pigmentações, que deixam a peça com um aspecto envelhecido, tornando-a macia e confortável. As estampas da coleção Verão 2010 da All Purpose vieram em tintas zero toque, tornando a roupa ainda mais leve, o que finaliza com perfeição as peças modeladas a partir dos padrões europeus, criações limpas e diferenciadas, produtos de lavanderias de ponta. No todo, o urbano foi mesclado com a alfaiataria, o casual alinhado ao sofisticado. Equação que também deus as caras nas camisetas, com cortes ergonômicos, costuras despojadas, listras exclusivas e todos os incrementos que deixam a peça única e inconfundível.
 Sobre a All Purpose Criada na cidade de Santo Antônio do Sudoeste, a All Purpose nasceu a partir de conversas entre amigos em mesas de bar. Desde a fundação, a idéia principal é apresentar roupas que unam espontaneidade, humor, irreverência e ousadia, conjunto normalmente refletido no trabalho diferenciado de estamparia desenvolvido pela grife. Atualmente, a marca é comercializada nas principais lojas do Sul do Brasil, além dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, e parte do Norte do país. RAFFER Outra marca masculina, com estilo elegante e mais conservador, a Raffer tem uma coleção limpa com sutis variações para o homem que mantém uma postura mais séria e objetiva. Andar elegante e tranqüilo.  Ar despojado pelo sapato e chapéu. Através de cores e materiais clássicos, a grife apostou em uma alfaiataria arrojada, que reúne refinamento, conforto e praticidade. Algodão, linho, lãs finas (variedades até o padrão super 170, que mantêm a temperatura do corpo) foram utilizados em costumes com cortes retos clássicos, além das silhuetas mais ajustadas. A peça-chave da estação é o paletó de dois botões, que apareceu com ar refrescado junto a demais clássicos do guarda-roupa masculino. Esta vibração tradicional renovada foi completada por cartela que soma tons de cinza, bege, caramelo e preto. Padrões xadrez, muitas riscas (algumas exclusivas) e os falsos lisos (maquinetados) completaram o pacote da Raffer.  Sobre a Raffer A Raffer nasceu em 1977, como uma pequena alfaiataria. Com o passar dos anos, transformou-se em uma grande empresa, contando, atualmente, com maquinário de última geração, 250 funcionários diretos, 7 lojas próprias e representantes em todos os estados brasileiros. Os produtos desenvolvidos e comercializados pela Raffer primam pela qualidade e pelo acabamento impecável. IMAGENS: RICARDO PACAK PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 17h12
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Lucia Figueredo Marca que cresce do interior do Paraná para os corpos femininos mais sensuais do país. Região quente e animada, a marca Lúcia Figueredo trouxe à mulher uma coleção deliciosa e veste seu público com sonhos e deixa seu perfume no ar. Verão 2010. 
Altas doses de feminilidade e sensualidade foram apresentadas através de vestidos e macacões com tecidos levíssimos, que resultaram em looks ultra-sexy, mas com toques de romantismo. Mescla conceitual trabalhada a partir de tecidos de perfeito caimento e total fluidez, como a seda. Os volumes surgiram em babados, camadas, apliques de flores de tecidos, bordados, pedrarias e aplicação de termocolantes e strass – seguindo uma vibração artesanal-moderna. Tudo em nome de uma profusão de vestidos, que vai do curto ao maxi-longo, construídos tanto em cores lisas, como em animal print e flores.  Os contrastes também tomaram forma na cartela de cores escolhida por Lucia Figueredo e sua equipe. Os tons nude e pastel (rosa claro, coral e rosé) foram alinhados aos eletrizantes pink, azul royal, amarelo citrus e dourado, além do imbatível preto. Gama de opções proposta para vestir mulheres de personalidade.  Sobre Lucia Figueredo A história da marca Lucia Figueredo se confunde com a de sua criadora, Lucia Figueredo Topan. Em 1979, aos 14 anos, Lucia teve o seu primeiro emprego numa fábrica de confecções, na pequena cidade de Japurá (interior do Paraná). O que a levou a outras atividades – vendedora de porta em porta e dona de loja, entre outras – até 1994, quando começou a fabricar seus produtos (com apenas três máquinas) e a comercializá-los na Lucinha Modas (loja aberta por ela em Japurá e especializada em moda feminina e masculina). O conforto, a criatividade e a versatilidade de sua produção deram visibilidade ao nome de Lucia. Um ano depois, ela partiu para Cianorte (um dos principais pólos da indústria da confecção no Sul do Brasil), onde abriu sua primeira loja para vender diretamente a compradores que vinham em grande número de excursão de todo o Brasil. Em 1997, a marca Lucia Figueredo passou a ser representada em vários estados do país, o que resultou na criação de uma segunda marca (Retrato Falado) e no crescimento até os números atuais: hoje, a empresa Lucia Figueredo produz 80 mil peças por mês, emprega diretamente 674 funcionários - e outros 1.500 indiretamente. A produção é feita internamente na unidade de Cianorte, apenas uma de um total de seis (localizadas nas cidades de Iracema do Oeste, Japurá, Braganey, Iguatu e Umuarama). A grife participou da primeira e da segunda edição do Paraná Business Collection (2007 e 2008).
PICNIC DELEFANTE O tema desta coleção é “Romantismo Country”. A estilista Isabel Shimizu Seghese, prova que simplicidade pode ter espaço para a moda do verão 2010. Estilo cool, brinca com o country e “ares” de menina. Esta coleção tem um tom da marca Maria Bonita Extra. Seu público são jovens que fazem o estilo fashion, culto e de bem com a vida. Bom humor e simplicidade delineiam sua marca.  Isabel optou por dois ingredientes em sua fórmula: o vasto imaginário country, mesclado a muito romantismo. Para alinhavar tudo, usou muitos toques retrô, equação que ganhou forma na passarela através de peças com modelagens diferenciadas, profusão de recortes e delicadeza. Vestidos curtíssimos, camisas floridas (tanto femininas quanto masculinas) e bolsas coloridas e divertidas foram trabalhadas em tricoline e algodão, materiais que proporcionam toque único a cada peça. Na cartela de cores, a Picnic Delefante apostou em contrastes, misturando verde água, o imbatível e moderníssimo branco, azul marinho e vermelho.  A marca Picnic Delefante surgiu em 2005 e, de lá para cá, passou a ser conhecida por sua diversidade de peças, mistura de estampas, tecidos, apliques e modelagens diferentes, tudo utilizado de uma forma romântica e divertida. Desde o início, a ideia da jovem estilista Isabel Shimizu Seghese é desenvolver coleções ligadas às mais quentes tendências de moda, arte e comportamento. De caráter artesanal, a grife se destaca pela criatividade e o acabamento impecável. IMAGENS: RICARDO PACAK PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 16h43
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II Dia do ciclo de palestras
“Você pode ser o que quiser” A editora de moda da revista Lófficiel, Silvana Holzmeister mostrou através de imagens e editoriais de moda a passagem do tempo e comportamento social no início da década de 90. O pessimismo foi crucial para o design atual. Editora de moda Silvana Holtmeizter DESEJO X REALIDADE A imagem em 1990 era experimental e bizarro (vanguarda) O corpo servia como suporte e a roupa como passaporte. A arte contemporânea começou a integrar junto à moda. O belo atrai pelas galerias de arte. Desde Salvador Dalí e Elsa Schiapareli no Surrealismo. Alexandre Herchcovitch chocava com convites de desfiles simulando pela imagem sua foto num caixão com flores fúnebres. Grandes fotógrafos foram citados como: Adolf Meyer, Cecil Beaton, Man Ray, Lee Miller, Irving Penn, Helmut Newton, todos que marcaram épocas distintas de beleza e comportamento. O mal estar (informática) da década de 90 repetiu o medo da década de 20 com o armamento bélico. Onde os excluídos se tornavam “cool”. O movimento “Heroína Chic” foi marcado com grande desemprego, sofrimento, solidão, mortes, suicídios, grupos suicidas (emo), overdoses. "Morte", 1995 I. Kaoru. Kate Moss, ícone da dec.90 A década de 2000 entra a cara da mulher saudável, divertida e de bem com á vida como a top Gisele Bündchen 
Gisele, sorridente, saudável e divertida. (2002) Uma moda contra tendência, cada um escolhe o que quer ser, une-se a um estilo resultando um supermercado de estilos.
Foto de P.Demarchelier, preto e branco, mas com movimento, herança da década de 90, com mais beleza. Steven Klein, 1997 Steven Klein para Madonna, 2008. repare que ele remete a herança da década de 90, mas proporciona mais cores e beleza em seus trabalhos mais atuais. Escolha seu estilo, afinal a moda é fruto da sociedade... Silvana descreve a revista Lófficiel como um periódico direcionado à fashionistas que sabem moda e pensam moda.
Silvana Holzmeister é editora- chefe da revista L´Officiel Brasil. Mestre em Moda, Cultura e Arte pelo Centro Universitário SENAC/SP, especialista em Moda e Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi, graduada em Jornalismo e Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Didática do Ensino Superior, pelo Centro Universitário Vila Velha. Editora de moda, durante 11 anos, do jornal A Gazeta, de Vitória, Espírito Santo. Criou e coordenou o curso superior em Moda: Criação e Gestão de Negócios e a pós-graduação em Moda do Centro Universitário Vila Velha/ Espírito Santo.
Imagens: Diego Piesante e Net PATROCÍNIO 

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Escrito por Erika Lee às 15h46
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